Grande aposta de cientistas para o tratamento e até mesmo a cura de várias doenças, as células-tronco têm sido cada vez mais utilizadas por pesquisadores no Brasil e em outros países. Para abordar os avanços alcançados nessa área, o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) da USP realizou em parceria com o CTC a conferência “Pesquisa em células-tronco no Brasil: cenário atual e perspectivas”, no dia 9 de agosto, no Auditório do Bloco Didático da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão Preto (FMRP-USP).

A pesquisadora Lygia da Veiga Pereira mostrou os trabalhos desenvolvidos com as chamadas células-tronco embrionárias, extraídas de embriões gerados por fertilização in vitro.

Desde 2008, a legislação brasileira permite a realização de pesquisas com esse material, mas o assunto ainda é tema de muitos debates, principalmente envolvendo setores conservadores da sociedade, que são contra a prática.

Lygia da Veiga Pereira possui bacharelado em Física pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, mestrado em Ciências Biológicas (Biofísica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorado em Ciências Biomédicas pelo Mount Sinai Graduate School.

Atualmente, é professora titular do Instituto de Biociências da USP, chefe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE) da USP e integrante do Centro de Terapia Celular, um dos 17 centros de pesquisa, inovação e difusão financiados pela Fapesp.