Um estudo conduzido pela pesquisadora Valeria Valente, docente da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp de Araraquara, traz novas perspectivas no tratamento de um dos tipos de tumores cerebrais cancerígenos mais agressivos, os astrocitomas.

A pesquisa teve o apoio do Centro de Terapia Celular (CTC-USP) e identificou as alterações genéticas com maior potencial de promover agressividade, revelando possíveis biomarcadores de prognóstico e genes candidatos a alvos terapêuticos.

Para ampliar a discussão dos resultados, o CTC em parceria com o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto (IEA-RP) realizou o seminário “Genes de reparo de DNA: funções na manutenção da estabilidade genômica das células tumorais e progressão do câncer”, com a Profa. Dra. Valeria Valente.

O encontro foi realizado no dia 27 de outubro, no Anfiteatro Azul do Hemocentro de Ribeirão Preto.

A equipe da professora Valeria Valente trabalhou com células de astrocitoma coletadas de 55 pacientes no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) buscando assinaturas de expressão gênica associadas ao tempo de sobrevida dos pacientes. Os resultados dessa investigação foram publicados na revista Tumor Biology.

“Os dados indicam que os genes de reparo de DNA têm papel fundamental na manutenção da integridade genômica de células altamente proliferativas e, portanto, podem indicar caminhos promissores para o desenvolvimento de novas terapias para o tratamento dos astrocitomas de alto grau”, destaca a pesquisadora.