Pesquisadora do CTC-USP concorre a vice-presidência de sociedade internacional de células-tronco

A Profa. Dra. Lygia da Veiga Pereira foi indicada para concorrer ao cargo de vice-presidente da International Society for Stem Cell Research (ISSCR), uma das maiores e mais respeitadas sociedades de células-tronco do mundo.

A docente do Instituto de Biociências da USP é pesquisadora principal do Centro de Terapia Celular (CTC-USP) e coordenadora do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE-USP). A cientista faz parte da liderança do ISSCR desde 2013, primeiro como membro do comitê internacional, depois como membro do conselho de diretores e, mais recentemente, como parte dos comitês de prêmios e nomeações.

A votação é restrita aos afiliados e pode ser realizada pelo link: https://www.isscr.org/2023-election. A vice-presidente atua no comitê executivo por quatro anos. Os novos executivos e diretores iniciarão seus mandatos após a Reunião Anual ISSCR 2023, de 14 a 17 de junho.

A International Society for Stem Cell Research (ISSCR) é uma organização sem fins lucrativos dedicada à promoção da pesquisa e aplicação responsável de células-tronco. Fundada em 2002, a ISSCR fornece uma plataforma para os cientistas e profissionais de saúde discutirem questões éticas e regulatórias, compartilhar avanços e desenvolvimentos da área. A instituição publica regularmente informes técnicos e guias para ajudar na pesquisa e aplicação responsáveis de células-tronco.

Tratamento com hormônios masculinos apresenta resultados positivos contra a doença dos telômeros

Um tratamento inovador com foco na doença dos telômeros é destaque em um dos periódicos de maior impacto na área da Hematologia no mundo. O estudo realizado no Hemocentro de Ribeirão Preto e no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) apontou que o uso de hormônios masculinos diminuiu a progressão da doença em 100% dos pacientes e trouxe melhoria efetiva na condição clínica.

Os telômeros concentram o nosso material genético e atuam como se fossem o relógio biológico da célula. A cada divisão celular ocorre o encurtamento natural destes cromossomos. Em pessoas com telomeropatia este encurtamento ocorre de forma acelerada, adiantando o processo de morte celular. O resultado pode se manifestar em insuficiência da medula óssea, fibrose pulmonar e cirrose hepática. Não existe um tratamento específico para a doença, podendo em casos mais graves ser recomendado o transplante da medula óssea.

O Dr. Diego Villa Clé, diretor médico do Hemocentro RP, é o autor principal do artigo “Effects of nandrolone decanoate on telomere length and clinical outcome in patients with telomeropathies: a prospective trial“, publicado no dia 29/12, na Revista Haematologica. Assista ao vídeo abaixo e saiba mais sobre esta importante descoberta científica!

Hemocentro RP e Instituto Butantan vão desenvolver projeto-piloto para o combate ao câncer

O Hemocentro de Ribeirão Preto e o Instituto Butantan foram escolhidos pela Anvisa para serem responsáveis pelo projeto-piloto para o desenvolvimento de produtos de terapia avançada, voltados ao tratamento de pacientes portadores de leucemias e linfomas, com o uso de células CAR-T. A divulgação foi realizada no último dia 13/01 pela agência reguladora e também inclui a participação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A terapia é um dos tratamentos mais avançados da ciência no combate ao câncer e já se mostrou capaz de causar remissão da doença. As células de defesa do paciente são modificadas em laboratório para aprender a eliminar a patologia. Depois, são recolocadas no organismo, potencializando o combate natural do corpo contra a leucemia ou o linfoma.

O diferencial da iniciativa é o foco total na disponibilização do produto final para a população brasileira via SUS, já que em instituições privadas este tipo de tratamento pode chegar a mais de 2 milhões de reais.

Esse é o objetivo do Programa de Terapia Celular, iniciativa da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, do Butantan, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP). Os estudos serão realizados pelos centros Nutera – Ribeirão Preto e Nutera – São Paulo. Esses dois núcleos serão as primeiras instalações a produzir a terapia CAR-T em escala, totalmente no Brasil.

Doença – De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), vinculado ao Ministério da Saúde, só em 2022 foram diagnosticados mais de 10 mil casos novos de leucemia, sendo 5.920 em homens e 4.890 em mulheres. Atualmente, essa doença ocupa a 9ª posição nos tipos de câncer mais comuns em homens e a 11ª em mulheres.

Em relação aos linfomas, um estudo do Observatório da Oncologia identificou mais de 90 mil casos da doença entre 2010 e 2020, prevalecendo o linfoma não-Hodgkin (74%), e um aumento de 26,8% de óbitos entre 2010 e 2019. O levantamento observou que o número de casos de linfoma não-Hodgkin duplicou nos últimos 25 anos, especialmente no grupo etário acima de 60 anos.

Projeto – O principal objetivo da Anvisa na implantação do projeto-piloto é promover suporte regulatório aprimorado e intensificado aos desenvolvedores nacionais de forma a contribuir e acelerar o processo de estabelecimento destes produtos, por meio de uso e experimentação de ferramentas regulatórias disponíveis e inovadoras para controle de riscos, avaliação de benefícios, de comprovação de segurança, eficácia e qualidade. A premissa é a busca por estratégias de otimização dos produtos investigacionais e consequentemente a aprovação destas terapias avançadas de forma célere, ampliando as oportunidades e criando um mercado competitivo.

Clique aqui e confira a divulgação realizada pela imprensa.

Atividades de extensão apoiadas pelo CTC-USP são destaque no mês de janeiro

O Centro de Terapia Celular (CTC-USP) apoiou em janeiro duas importantes iniciativas na área de extensão: o Ciência por Elas e a II Semana da Imunoterapia. Os eventos,  promovidos de 23 a 28/01, foram focados nos estudantes do Ensino Básico.

O Ciência por Elas é voltado para as meninas e busca despertar o interesse pela carreira científica e assim alcançar um maior número de pesquisadoras no futuro. Participaram da organização o Instituto de Estudos Avançados Polo Ribeirão Preto da USP, onde os encontros foram realizados presencialmente, o CTC-USP, o Laboratório de Tratamento Avançado de Água e Efluentes (OXLAB) da Unicamp, o Ilha do Conhecimento e o Laboratório de Controle do Metabolismo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP.

Já a II Semana da Imunoterapia é uma ação de extensão comunitária dos projetos de pesquisa desenvolvidos no Hemocentro de Ribeirão Preto, organizada em parceria com a Casa da Ciência. O curso contou com aulas online e bate-papo ao vivo com cientistas da Instituição. As atividades foram transmitidas no canal do YouTube da Casa da Ciência.

Clique aqui para ver as fotos de todas as atividades do Ciência por Elas.