Pesquisador do CTC-USP participa de evento internacional sobre o futuro da Terapia Celular

O Prof. Dr. Renato Cunha representa a América do Sul no simpósio online “Cellicon Valley ’21: The Future of Cell and Gene Therapies”, que será realizado nos dias 06 e 07 de maio. O evento internacional é promovido pelo Penn’s Abramson Cancer Center e Children’s Hospital of Philadelphia, ambos dos Estados Unidos.

Os interessados podem se inscrever e conferir a programação completa no site: https://PennMedicine.org/cellicon21. As atividades são destinadas a profissionais da saúde atentos aos recentes avanços em terapia celular e genética.

O pesquisador do Centro de Terapia Celular (CTC-USP) e docente da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) é um dos convidados da sessão “Globalization of CAR T Cell Therapies India, Costa Rica and Brazil”, que será moderada pelo Prof. Dr. Bruce L. Levine, da University of Pennsylvania Perelman School of Medicine, um dos pioneiros nos estudos da área.

O encontro reúne especialistas em células CAR T, neoplasias hematológicas e transplante de células-tronco hematopoéticas. O objetivo é promover a discussão, avaliar as aplicações de melhores práticas, definir novas estratégias e desenvolvimentos no campo da terapia celular.

Centro de Terapia Celular da USP

O CTC-USP é a primeira instituição brasileira a desenvolver tecnologia 100% nacional para a produção de células CAR T.

O projeto, que integra os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP, é formado por pesquisadores da USP e do Hemocentro de Ribeirão Preto interessados na compreensão da biologia das células-tronco, bem como no incremento de novas técnicas para o tratamento de doenças.

CTC oferece Bolsa FAPESP para a área de administração de materiais e controle de estoque

O Centro de Terapia Celular da USP, sediado no Hemocentro de Ribeirão Preto, oferece uma “Bolsa FAPESP modalidade TT-3” para o setor de administração de materiais e controle de estoque.

Os interessados deverão enviar currículo, até o dia 28 de abril, para o e-mail: processoseletivo@hemocentro.fmrp.usp.br.

O candidato deve ser graduado em Logística ou Administração e não ter vínculo empregatício. A bolsa terá validade de 12 meses, com carga de trabalho de 40 horas semanais.

Além do treinamento especializado de aperfeiçoamento, o bolsista terá direito, mensalmente, a uma bolsa auxílio no valor de R$ 1.228,40.

Seminário Online do CTC aborda estudo com células NK-CAR no tratamento do câncer

O Centro de Terapia Celular (CTC-USP) promoveu o segundo Seminário Online no dia 01 de abril, no canal do YouTube da TV Hemocentro RP. O encontro, ministrado pela pesquisadora Virginia Picanço e Castro, teve como tema: “Desenvolvimento de uma plataforma para a produção de células NK-CAR voltada ao tratamento alogênico de neoplasias CD19+”.

Nos últimos anos, enormes avanços na engenharia genética de células imunes efetoras para terapia do câncer foram conquistados. Embora os receptores de antígeno quiméricos (CARs) tenham sido amplamente utilizados para redirecionar a especificidade das células T autólogas contra doenças malignas hematológicas, trazendo resultados clínicos impressionantes, as pesquisas com células natural killer (NK) modificadas por CAR ainda são restritas aos pré-clínicos.

Estudos indicam que o uso de células NK-CAR produz menos efeitos colaterais e são mais eficazes no tratamento de tumores sólidos do que células T-CAR. Desta forma, várias características inerentes às células NK as tornam candidatas promissoras para modificação genética e uso em imunoterapias.

A bióloga Virginia Picanço e Castro possui doutorado sanduíche na Universidade de Frankfurt (Alemanha) e pós-doutorado em ciências aplicadas à área médica pela FMRP-USP e Universidade de Indianápolis (Estados Unidos). Atua como pesquisadora associada no CTC-USP e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular no Câncer.

Assista abaixo o seminário completo.

Estudo do Hemocentro RP correlaciona tipo sanguíneo A com formas graves da COVID-19

Uma pesquisa conduzida pelo Hemocentro de Ribeirão Preto, em conjunto com o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, apontou que pacientes do tipo sanguíneo A são mais propensos a desenvolver formas graves da COVID-19.

Os apontamentos foram obtidos a partir de um estudo realizado no ano passado com o uso de plasma na recuperação de pacientes graves do novo coronavírus. A incidência foi observada a partir de 72 pacientes em estado crítico que receberam o plasma no Hemocentro, sendo 37 do tipo sanguíneo A e 28 do tipo O.

O resultado é o inverso do que se observa na prevalência dos tipos sanguíneos na população em geral, com mais pessoas do sangue tipo O, do que com o tipo A. Segundo o Dr. Gil Cunha De Santis, diretor médico do laboratório de terapia celular do Hemocentro RP e um dos autores do estudo, os pacientes do tipo A tem um risco 2,5 vezes maior de contrair a forma grave da doença.

Clique nas imagens abaixo e assista as reportagens divulgadas pelo Jornal da EPTV e pelo SP Record.

Com informações do repórter Rodolfo Tiengo.